A última imagem que guardei dos participantes do workshop dança em paisagens urbanas ou venha não fazer nada em 360º, foi melhor do que qualquer exercício proposto: já havia me despedido dos participantes. Comecei a caminhar e resolvi me virar para olhá-los novamente e estavam todos abraçados: abraço coletivo como gostamos de chamar nas experiências artísticas!
Pronto! isso já basta para mim: levamos afetos.
É isso que levaremos para nossas vidas. Mais que passos de dança, regras de teatro, uso do espaço, experimentaçãoes. Sem as pessoas não haverão trocas significativas. Sem disposição para olhar e ouvir o outro não haverá aprendizado e nem sentido.
O resto é lucro. E olha que eles se mostraram bastante dispostos a experimentar a rua que a cada dia se mostrou diferente apesar de estarmos no mesmo lugar.
Não fazer nada...bem isso, já foi outra história. Mas o pouco que experimentamos já foi suficiente para nos acalmar e nos desobrigar de qualquer grande movimento, de qualquer grande feito.
O desafio foi lançado: ficar sem fazer nada pra valer!
Eu não vou esquecer!
Quero agradecer ao Chico, à Renata , à Inaja, à Silvana e à Monica pelo carinho com que receberam minhas provocações sobre o nada e pelos movimentos que criaram a partir dai.
Ao nosso escudeiro Elder e ao meu sempre incansável Ederson idealizador do Festival Visões Urbanas.
Encontro todos no Pateo quarta feira as 10h!
Mirtes