segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Barbárie

Estamos sempre a procura de lugares em São Paulo que possam receber o Festival Visões Urbanas, além do já consagrado Pateo do Collegio. Às vezes encontramos locais que também poderiam receber os artistas, mas o descaso, sujeira, barulho e exigências cada vez maiores por parte da prefeitura para realizarmos um apresentação artistica, nos faz pensar se ao invés de realizarmos um festival cultural não deveriamos realizar uma partida de futebol. Sim, porque torcida organizada nas ruas em dias de jogo já existe. Os botecos da cidade colocam nas calçadas tv´s e logo as mesas se espalham deixando pouco ou quase nada de espaço para quem quer passar e lá em altissimo e bom som, gostando ou não, querendo ou não, vc pode se sentir em plena arquibancada de uma partida dos times mais acirrados. Palavrões, gritos de guerra e baixarias de toda a espécie acontecem sem que nada nem ninguém faça valer o bom senso, afinal, quem foi que disse que tvs podem ser colocadas nas calçadas para transmitir jogos até meia noite? e a sujeira? As calçadas que pertencem a esses locais são imundas, manchadas de gordura e os canteiros, se é que existem, pois eles vão logo pedindo para podar árvores com a desculpa que tá caindo, são depositos de bitucas de cigarro e restos de comida.
Se vc pensa que isso acontece na periferia está redondamente enganado: Higienópolis tá bom pra vc? è um bairro considerado bom o suficiente para vc pagar altissimos impostos? Então. Nesse, nas ruas Veiga Filho com São Vicente da Paula, tem um perfeito exemplo dessas pocilgas que só prestam pra juntar pessoas que só sabem se comunicar aos berros e com palavrões.
É mais uma das perguntas que faço: que lei é essa que é complacente com a bebida, como o futebol , com businas, poluição extrema e que não presta a minima atenção aos acontecimentos artisticos que tanto poderiam contribuir para aliviar a violência, dureza e falta de cultura dessa cidade?
Mirtes

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Má Educação

Mais um mês de agosto e temos que testemunhar a lamentavel orgia a céu aberto que os alunos do Mackenzie promovem nas ruas do bairro Santa Cecília e Higienópolis. Refiro-me ao trote que tanto vêm causando danos morais e fisicos àqueles que à ele se submetem e que são olhados com tanta complacência por parte dos diretores das universidades, professores, pais e sociedade em geral, inclusive a policia. Aposto que se os atores dessa barbárie fossem negros e pobres já teriam sido fortemente repridos.
O meio urbano, um dos motes desse blog, quando ocupado por artistas sofre sérias restrições. A prefeitura nos impõe centenas de documentos e fiscalizações e a população muitas vezes não oferece nem um segundo de sua atenção, nem moedas (é óbvio que os artistas não querem esmolas e sim uma política pública que considere e apoie a arte urbana), como o fazem aos os estudantes que usam para beberem até cair pelas calçadas.
Até quando?
Hoje, dia 4 de agosto de 2010 as ruas do bairro estão sujas pela tinta que são jogadas no corpo dos pupilos da faculdade e de garrafas de vidro jogadas pelo chão. Uma triste imagem do que vem pelo futuro: pessoas que se submetem e gostam de serem torturadas. Sim, pois isso é humilhante: ficar rasgado e bêbado pelas ruas.
Pergunto: por que essa prática selvagem é permitida pela faculdade, autoridades e a sociedade não a rejeira veementemente? Afinal, trata-se de violência pura e simples: violência contra o corpo, contra quem passa e contra o meio ambiente. QUANTOS MAIS VÃO MORRER ATÉ QUE ISSO SEJA CONSIDERADO CRIME?
Porque eles são estudantes? De quê? E para quê?
Essa semana li que os médicos querem ganhar R$ 15 mil por mês. Ótimo. Eu também quero! Todos querem. Mas hoje, para mim é mais importante o lixeiro- esse sim- se não trabalhar....sabemos que a cidade ficará soterrada no lixo não só pela falta de educação do povo, como pelo consumo desenfreado.
A cidade passa a mão na cabeça de estudantes equivocados e não obriga a dita faculdade, que aliás ocupa e muito o bairro, a cumprir suas obrigações e uma delas - a de ensinar civilidade a seus aluninhos.
mirtes