quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

novo site do Visões Urbanas - festival internacional de dança em paisagens urbanas


Estamos em novo endereço: http://www.visoesurbanas.com.br/
O site está lindo e gostariamos de contar com sua visita.
Confiram
mirtes

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Lista dos pré-selecionados - VII Visões Urbanas

Divulgamos a lista dos pré-selecionados para o VII Visões Urbanas, festival internacional de dança em paisagens urbanas que acontecerá na cidade de São Paulo e São Bernardo do Campo de 23 a 31 de março. Em breve entraremos em contato com os responsáveis pelos grupos.
Agradecemos os mais de 90 projetos inscritos de várias regiões do Brasil e de diversos países.

Grupos, artistas / Espetáculos-performances:

Arearea - Cia (Italia) - La Mura
... Avoa! núcleo artístico (São Paulo - Brasil) - Solos de rua
Aydin Keter (Turquia) - Har's

Caleidos Cia de Dança (São Paulo - Brasil) - Mapas Urbanos
Clarice Lima (São Paulo - Brasil) - Árvores
Entremans (Espanha) - La cuenca de sus ojos
Fragmentos Urbanos (São Paulo - Brasl) - De repente
La Intrusa (Espanha) - Rojo Manso
Jorge Schutze (Maceió - Brasil) - Ficções
Provisional Danza (Espanha) - Animales de compañía (pets)
Urbano Teatro-Danza (Uruguai) - eP espacio publico

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

INSCRIÇÕES ABERTAS - VII VISÕES URBANAS - ABRIL/2012

Estão abertas as inscrições para o VII Visões Urbanas - Festival Internacional de Dança em Paisagens Urbanas.




O Festival Visões Urbanas é uma oportunidade para as companhias e artistas, que realizam trabalhos voltados para espaços públicos e paisagens urbanas, apresentarem suas criações e trocarem experiências com a cidade de São Paulo.





As propostas deverão ser enviadas somente pelo correio de 10 de novembro de 2011 a 27 de janeiro de 2012. Não serão aceitas propostas com data de postagem posterior ao dia 27 de janeiro. Endereço: Estúdio Artesãos do Corpo - Rua Dr. Veiga Filho, 176 / 62 - Bairro: Santa Cecília - São Paulo - SP BRASIL - CEP: 01229-000.





O projeto deverá conter:
1) Nome do grupo/companhia/artista, nome do responsável pelo grupo, telefone (fixo e celular), e-mail, site;


2) release do espetáculo;




3) ficha técnica completa com a duração do espetáculo e número de profissionais essenciais na viagem (no caso de companhias e artistas que não sejam da cidade de São Paulo);
4) necessidades técnicas (som, cenografia etc) , tempo de montagem e desmontagem;
5) histórico do grupo/companhia/artista + clipping de imprensa ;




6) vídeo do espetáculo na integra - só serão consideradas imagens colhidas em espaços públicos e/ou paisagens urbanas;


7) 4 fotos em formato digital (jpeg) acima de 300 dpi. O festival acontecerá de 23 de março a 01 de abril/2012 e oferecerá aos contemplados: cachê, hospedagem, alimentação, traslados e apoio para transporte para grupos de fora da cidade de São Paulo.





O resultado da seleção estará disponível no blog: http://www.festivalvisoesurbanas.blogspot.com/ a partir do dia 13 de fevereiro de 2012.




Maiores informações: contato@ciaartesaosdocorpo.art.br





O festival é realizado desde 2006 e já contou com a participação de grupos e criadores de vários estados do Brasil e de países como: Portugal, Espanha, Cuba, Argentina, Uruguai, Alemanha, Bélgica, Turquia, Itália e EUA .





* foto: fabio pazzini

sexta-feira, 6 de maio de 2011

lugar onde chove



Uma chuva fora de hora insistia em cair e caía cada vez mais forte até que o plástico que cobria a pérgola do Parque Mario Covas começou a ceder obrigando a todos a ocupar apenas uma pequena parte da cobertura que ainda permanecia firme. Era o segundo dia do festival. Subtamente o tempo começou a passar mais lentamente e pudemos ver naquele momento o festival cumprindo um de seus principais objetivos: unir artistas, publico, passantes. Vários idiomas se misturaram, várias mãos se uniram para levar o festival para o Conjunto Nacional. Pessoas que vieram para assitir abriram seus guarda chuvas para levar artistas para o novo local, moradores de rua que frequentam o parque ajudavam a levar equipamentos e instrumentos para as vans, Maida comentava sobre a maravilha de som que a chuva estava produzindo e ninguém se importou com o imprevisto.
No estudio dos Artesãos do Corpo há um cartaz que coloquei há muito tempo que diz que a criatividade é um lugar onde chove, umido e movediço. Ai está. O VI Visões Urbanas foi um furacão que passou pela cidade com trabalhos fortissimos, onde os criadores deixaram clara suas origens, a materia de que são feitos e sua maneira de pensar o mundo que estamos vivendo. O VI Visões Urbanas mostrou que a rua é lugar pra ser usado, regado, plantado, varrido, espalhado por nós pessoas. A cidade existe para as pessoas. É sempre bom lembrar disso e o festival esteve ai pra mostrar novos caminhos, desvios e interações.
Aos artistas que não mediram esforços para trazerem suas criações: obrigada. Que os laços que criamos durante os dias do festival perdurem entre todos.
Mirtes

segunda-feira, 28 de março de 2011

PROGRAMAÇÃO COMPLETA - VI VISÕES URBANAS

Falta menos de um mês para o VI VISÕES URBANAS! A festa começa dia 27 de abril em plena Av. Paulista. Estão todos convidados! Esse ano a programação conta com artistas e pesquisadores vindo de vários países: Uruguai, EUA, Turquia, Alemanha, Bélgica, Itália e é claro do Brasil. Além dos patrocinadores: Caixa Econômica Federal e Governo do Estado de São Paulo, a sexta edição do Visões Urbanas, conta com apoios importantíssimos para a realização do festival, são eles: Programa Municipal de Fomento à Dança, DEC, Secretaria da Cultura da cidade de São Paulo, Instituto Italiano de Cultura em SP, Instituto Goethe, Consulado Geral da Turquia em SP.

A cada ano o festival se consolida como um acontecimento único no calendário cultural da cidade de São Paulo e esperamos que as parcerias estabelecidas em 2011 possam ser repetidas e ampliadas nas próximas edições possibilitando esse encontro artístico nas paisagem urbana paulistana.



A programação é 100% gratuita. Anotem na agenda e acompanhem a programação completa do festival.:

Dia 27/04


Exposição Fotográfica - Caixa Cultural Sé (Praça da Sé, 111 - metrô Sé) de 27 a 30 de abril das 9h às 21h "São Paulo - cidade que dança" - fotos: Fabio Pazzini


Dia 27/04 (Quarta-feira)


Espetáculos - Parque Mario Covas (Av. Paulista, 1853 - metrô Consolação) 11:30h - Dolap - Cia. Taldans (Turquia) 12h - Siredia, Proyecto LaCasa (Uruguai) 12:45 - Spare Tire, Maren Strack (Alemanha) 13:00 - Bem me Quer - Estudo I "Duo"- Coletivo Flores (Macaé - RJ) 13:30 - Croatã - Cia. Artesãos do Corpo e alunos do Levante (São Paulo - SP)

Workshop - Estúdio Artesãos do Corpo (Rua Martim Francisco, 661 - metrô Santa Cecília) 19h às 21:30 - Workshop: "Hip-Hop - Experiências do Corpo" com Tais Vieira inscrições por e-mail: levantecentro@hotmail.com

Dia 28/04 (quinta-feira)


Palestra - Teatro Eva Herz - Livraria Cultura (Av. Paulista, 2073 - metrô Consolação) 10:30 h às 12:30 - "Ma - O espaço intervalar" com Michiko Okano

Espetáculos - Parque Mario Covas (Av. Paulista, 1853 - metrô Consolação) 17h - Despacho - experimento coletivo - Cia. Ltda/Jorge Schutze (Maceió-AL) e artistas do Instituto NUA (São Paulo - SP) 17:30 - Spare Tire -Maren Strack (Alemanha) 18h - Happy Hour - Cia. Adarte (Itália) 19h - Thresholds Crossed - Maida Withers Dance Company Construction (EUA)

Dia 29/04 (sexta-feira)


Palestra - Teatro Eva Herz - Livraria Cultura (Av. Paulista, 2073 - metro Consolação) 10:30 h às 12:30 - Palestra/Encontro: "Internet - Outro espaço para a dança" com Ana Francisca Ponzio e Gabriela Baptista.


Espetáculos - Casa das Rosas - Jardim (Av. Paulista, 37 - metrô Paraíso ou Brigadeiro) 16h - Tangos - Margareth Kardosh e Victor Costa (São Paulo-SP) 16:15 - Casulos - ...AVOA! - Núcleo Artístico (São Paulo - SP) 17 h - Spare Tire - Maren Strack (Alemanha) 17:20 - Olhar Urbano - Cia. Artesãos do Corpo (São Paulo - SP) Espetáculos - Casa das Rosas - Varanda (Av. Paulista, 37 - metrô Paraíso ou Brigadeiro) 18:30 - Thresholds Corsed - Maida Withers Dance Company Construction (EUA)


Mostra de vídeodança - Casa das Rosas - Varanda (Av. Paulista, 37 - metrô Paraíso ou Brigadeiro) 19hs - II VideoDança SP - mostra internacional de videodança (vários países)


Dia 30/04 (sábado)


Espetáculos - Parque Trianon (Av. Paulista, 1700 - metrô Trianon Masp) 11h - Xtra Large - Cie Irene K (Bélgica) 11:30 - Cadência - Cia. Artesãos do Corpo (São Paulo - SP)


foto da postagem : fabio pazzini - proyecto lacasa - espetáculo "U"

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

VI VISÕES URBANAS - companhias pré-selecionadas


Agradecemos a todos os artistas, grupos e companhias que enviaram propostas VI Visões Urbanas - festival internacional de dança em paisagens urbanas. O Visões Urbanas/2011 acontecerá de 27 a 30 de abril em diferentes paisagens da cidade de São Paulo.
Esperamos que em 2012 o Visões Urbanas conte com um apoio mais significativo a fim de atender a um número cada vez maior de pessoas e artistas interessados nessa celebração que é a dança em espaço públicos e paisagens urbanas.
Companhias, grupos e artistas selecionados:
- Cie Irene K. (Bélgica)
- Projecto LaCasa (Uruguai)
- Cia. Ltda (Alagoas)
- Taldans (Turquia)
- Avoá - Núcleo Artístico (São Paulo)
- Maida Withers Dance Construction (EUA)
- Maren Strack (Alemanha)
- Coletivo Flores (Rio de Janeiro)
- Compagnia Adarte (Itália)
O VI VISÕES URBANAS - festival internacional de dança em paisagens urbanas, conta com o apoio/patrocínio do Governo do Estado de São Paulo, dda Secretaria de Estado da Cultura - PROAC/2010 e da Caixa Econômica Federal.
EM BREVE NOVIDADES SOBRE O VISÕES/2011.

domingo, 31 de outubro de 2010

Quem sabe faz a hora!

A VI Edição do Festival Visões Urbanas está recebendo inúmeras criações de artistas de vários continentes que estão atendendo ao chamado, mostrando que o festival vêm ampliado seu alcance.
Isso é muito bom para a cidade, pois reafirma a regularidade do festival e seu potencial em permanecer no tempo. Se é bom para o festival é também para a comunidade artistica da cidade como um todo.
Ressalto que já ("quem sabe faz a hora!") estamos recebendo inscrições para participar da primeira turma do LEVANTE Centro Integrado de Artes e Dança em Espaços Urbanos, que ocorrerá de janeiro a março de 2011! Interessados devem procurar no blog do Levante: http://www.centrodedancanarua.blogspot.com para fazer sua inscrição.
Abraços à todos
mirtes calheiros

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

CONVOCATÓRIA VI VISÕES URBANAS - ABRIL/2011

Estão abertas as inscrições para o VI Visões Urbanas - Festival Internacional de Dança em Paisagens Urbanas.

O Festival Visões Urbanas é uma oportunidade para o encontro entre companhias e artistas, que realizam trabalhos voltados para espaços públicos e paisagens urbanas, trocarem experiências.

As propostas deverão ser enviadas somente pelo correio de 27 de setembro a 15 de dezembro de 2010. Não serão aceitas propostas com data de postagem posterior ao dis 15 de dezembro.

Endereço: Estúdio Artesãos do Corpo - Rua Dr. Veiga Filho, 176 / 62 - Bairro: Santa Cecília - São Paulo - SP BRASIL - CEP: 01229-000.

O projeto deverá conter:

1) Nome do grupo/companhia/artista, nome do responsável pelo grupo, teletone (fizo e celular), e-mail, site;

2) release do espetáculo;

3) ficha técnica completa com a duração do espetáculo e número de profissionais essenciais na viagem (no caso de companhias e artistas que não sejam da cidade de São Paulo);

4) necessidades técnicas (som, cenografia etc) , tempo de montagem e desmontagem;

5) histórico do grupo/companhia/artista;

6) vídeo do espetáculo na integra - só serão consideradas imagens colhidas em espaços públicos e/ou paisagens urbanas;

7) 4 fotos em formato digital (jpeg) acima de 300 dpi.

O festival acontecerá na segunda quinzena de abril/2011 e oferecerá aos contemplados: cachê, hospedagem, alimentação, traslados e apoio para transporte para grupos de fora da cidade de são Paulo.

O resultado da seleção estará disponível no blog: http://www.festivalvisoesurbanas.blogspot.com/ a partir do dia 20 de janeiro de 2011.

Maiores informações:

f: 5511 3667-5581
e: contato@ciaartesaosdocorpo.art.br

O festival é realizado desde 2006 e já contou com a participação de grupos e criadores de vários estados do Brasil e de países como: Portugal, Espanha, Cuba, Argentina, Uruguai, Alemanha e Bélgica. A edição de 2011 terá a curadoria de Mirtes Calheiros e Ederson Lopes.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Vem aí a VI edição do Festival Visões Urbanas!

A VI edição do Festival de dança em paisagens urbanas Visões Urbanas vai lançar até o final do mês de setembro sua convocatória para que os grupos interessados apresentem seus trabalhos.

Enquanto isso, passados quatro meses da última edição vemos que a discussão sobre espaço público e as manifestações artísticas nas ruas de São Paulo não só não avançou como caminha a passos largos para trás, caso os órgãos públicos continuem insistindo em tratar manifestações artísticas no espaço público como incômodo!

Dois lugares distintos chamam a atenção pela maneira como encaram o lugar de todos, o lugar comum: as megas cidades de Istambul e São Paulo. Uma possibilita a seus moradores todo o conforto para poderem ficar nas praças e ruas, mantendo bancos, jardins, fontes em rico funcionamento. A outra, nossa São Paulo, possui cada vem menos possibilidades de utilização.

Nesse ultimo final de semana houve no bairro da Liberdade que todos conhecem, uma comemoração dos 41 anos da configuração atual do bairro. Haviam propostas de apresentações, uma palco foi armado e muitas barracas de comida ocupavam as calçadas. Mas e as pessoas?
Haviam lugares para ficar? Não. Só para se manter em movimento, ou seja, andando. Mas como comer? Com o prato na mão e agachados na calçada imunda? E como possibilitar que pessoas mais idosas ou crianças pudessem ver algo espremidos na multidão? Sem nenhum conforto as pessoas se ocupam de comprar quinquilharias. Isso não é festa e muito menos arte. Valeu a iniciativa, mas ainda temos muito a aprender.

Estive em Istambul em agosto e fiquei muito impressionada como a população da cidade ( que aliás, equivale a de São Paulo) se vale da cidade como abrigo, lugar de estar, de comer, de ouvir musica, de assistir a shows ao ar livre (que ocorrem todas as noites em palcos cujas platéias ficam sentadas em arquibancadas permanentes) em coretos, com pipoca, milho, castanha torrada, maçãs, nozes, tudo perfumando a cidade.

Adorei Istambul: cidade cheirosa e com trilha sonora (as gaivotas e o som das mesquitas dão um tom misterioso a cidade com seu vai e vem de barcos e rodeada pelos mares), com sua bandeira dançando com o vento.

Todo acontecimento em São Paulo equivale a dizer que as pessoas não vão ter onde parar para apreciar o que está acontecendo, para sentar e poder descansar a sombra de uma árvore (que árvore? o serviço de poda e remoção funciona a pleno vapor) e poder olhar a cidade de outra forma.

Bem, aí vem mais uma tentativa de fazer a cidade contar outras histórias que não as de violência e esperamos poder proporcionar condições para que as pessoas parem e vejam artistas que se preocupam com o meio urbano e levam para as ruas arte e descanso para o olhar

mirtes

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O Grito

Esse espaço nasceu para falarmos sobre o festival Visões Urbanas e consideramos que falar da cidade de São Paulo é falar sobre o festival, afinal as criações que são realizadas pelos artistas que se apresentam anualmente no Visões Urbanas têm nas ruas das cidades inspiração e suporte para seus movimentos.
Infelizmente, as últimas notas têm sido uma mistura de denuncia e desabafo sobre o descaso a que a cidade de São Paulo está submetida, fato esse que influencia diretamente a realização de ações artísticas.
Mas, mais que o descaso das autoridades o que mais surpreende é a indiferença da população que sofre na pele os efeitos de uma cidade caótica como a nossa. Será que as pessoas perderam a capacidade de ouvir, cheirar e olhar? Sim, porque parados a espera de que um farol abra, você está sujeito ao escapamento de caminhões lançados diretamente em seus olhos e nariz, além de seus ouvidos serem atingidos pelo barulho ensurdecedor dos motores. Mas não vejo ninguém reclamar ou fazer sequer menção de tapar o nariz, uma vez que nossas vidas têm sido abreviadas em mais de 5 anos por conta da poluição. Ninguém se move, ou sequer manifesta um incomodo. É impressionante!
Essa pasmaceira leva portanto ao acomodamento à uma situação em que o descaso da prefeitura pode correr solto. Violência não é só o roubo. Ela se manifesta de várias formas e a agressão se dá na maneira sem educação que motoristas se comportam no trânsito, ao ruído absurdo dos caminhões e ônibus (destaque para os odiosos carros fortes em que os motoristas param em qualquer lugar da cidade para fazer a "siesta" e deixam os motores ligados - viva o dinheiro!!) e lógico pelas motos que fazem o que querem.
Então eu grito - isso mesmo - grite cada vez que alguém não respeitar a faixa de pedestres. Cada vez que alguém passar com o farol vermelho. A cada baforada de fumaça que você receber, a cada carro forte que emporcalha a cidade. Gritem para ver se as pessoas acordam e comecem exigir seus direitos : ao sono (a prefeitura autorizou Sabesp, Congás e Telefônica a furar a cidade na hora em que bem entender), ao ar e às ruas - poder andar pelas calçadas sem ser atropelado por motos (e agora bicicletas de entrega andam pelas calçadas na maior velocidade). Faça cena, como dizem. Quebre a modorra em que estamos vivendo.
Ah- mas você vai dizer que gritar é fazer barulho, não vai? Considere isso como um recurso para unir forças e mostrar com ações in loco o que está acontecendo nessa cidade para dar coragem a mais e mais pessoas se manifestarem. Pode ser algo como: Olha o Farol! Em alto e bom som para o motorista ouvir. E se vários gritarem ao mesmo tempo o motorista vai lembrar disso. Olha a faixa de pedestres! Olha a fumaça! Socorro estou sufocando! Não buzine!!! E por ai vai.
Com os votos de bom grito
Mirtes

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Barbárie

Estamos sempre a procura de lugares em São Paulo que possam receber o Festival Visões Urbanas, além do já consagrado Pateo do Collegio. Às vezes encontramos locais que também poderiam receber os artistas, mas o descaso, sujeira, barulho e exigências cada vez maiores por parte da prefeitura para realizarmos um apresentação artistica, nos faz pensar se ao invés de realizarmos um festival cultural não deveriamos realizar uma partida de futebol. Sim, porque torcida organizada nas ruas em dias de jogo já existe. Os botecos da cidade colocam nas calçadas tv´s e logo as mesas se espalham deixando pouco ou quase nada de espaço para quem quer passar e lá em altissimo e bom som, gostando ou não, querendo ou não, vc pode se sentir em plena arquibancada de uma partida dos times mais acirrados. Palavrões, gritos de guerra e baixarias de toda a espécie acontecem sem que nada nem ninguém faça valer o bom senso, afinal, quem foi que disse que tvs podem ser colocadas nas calçadas para transmitir jogos até meia noite? e a sujeira? As calçadas que pertencem a esses locais são imundas, manchadas de gordura e os canteiros, se é que existem, pois eles vão logo pedindo para podar árvores com a desculpa que tá caindo, são depositos de bitucas de cigarro e restos de comida.
Se vc pensa que isso acontece na periferia está redondamente enganado: Higienópolis tá bom pra vc? è um bairro considerado bom o suficiente para vc pagar altissimos impostos? Então. Nesse, nas ruas Veiga Filho com São Vicente da Paula, tem um perfeito exemplo dessas pocilgas que só prestam pra juntar pessoas que só sabem se comunicar aos berros e com palavrões.
É mais uma das perguntas que faço: que lei é essa que é complacente com a bebida, como o futebol , com businas, poluição extrema e que não presta a minima atenção aos acontecimentos artisticos que tanto poderiam contribuir para aliviar a violência, dureza e falta de cultura dessa cidade?
Mirtes

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Má Educação

Mais um mês de agosto e temos que testemunhar a lamentavel orgia a céu aberto que os alunos do Mackenzie promovem nas ruas do bairro Santa Cecília e Higienópolis. Refiro-me ao trote que tanto vêm causando danos morais e fisicos àqueles que à ele se submetem e que são olhados com tanta complacência por parte dos diretores das universidades, professores, pais e sociedade em geral, inclusive a policia. Aposto que se os atores dessa barbárie fossem negros e pobres já teriam sido fortemente repridos.
O meio urbano, um dos motes desse blog, quando ocupado por artistas sofre sérias restrições. A prefeitura nos impõe centenas de documentos e fiscalizações e a população muitas vezes não oferece nem um segundo de sua atenção, nem moedas (é óbvio que os artistas não querem esmolas e sim uma política pública que considere e apoie a arte urbana), como o fazem aos os estudantes que usam para beberem até cair pelas calçadas.
Até quando?
Hoje, dia 4 de agosto de 2010 as ruas do bairro estão sujas pela tinta que são jogadas no corpo dos pupilos da faculdade e de garrafas de vidro jogadas pelo chão. Uma triste imagem do que vem pelo futuro: pessoas que se submetem e gostam de serem torturadas. Sim, pois isso é humilhante: ficar rasgado e bêbado pelas ruas.
Pergunto: por que essa prática selvagem é permitida pela faculdade, autoridades e a sociedade não a rejeira veementemente? Afinal, trata-se de violência pura e simples: violência contra o corpo, contra quem passa e contra o meio ambiente. QUANTOS MAIS VÃO MORRER ATÉ QUE ISSO SEJA CONSIDERADO CRIME?
Porque eles são estudantes? De quê? E para quê?
Essa semana li que os médicos querem ganhar R$ 15 mil por mês. Ótimo. Eu também quero! Todos querem. Mas hoje, para mim é mais importante o lixeiro- esse sim- se não trabalhar....sabemos que a cidade ficará soterrada no lixo não só pela falta de educação do povo, como pelo consumo desenfreado.
A cidade passa a mão na cabeça de estudantes equivocados e não obriga a dita faculdade, que aliás ocupa e muito o bairro, a cumprir suas obrigações e uma delas - a de ensinar civilidade a seus aluninhos.
mirtes

quarta-feira, 28 de julho de 2010

A V Edição do Festival Visões Urbanas deixou inumeras possibilidades de reflexão sobre a dança em espaços urbanos. Espero que o incentivo para novos grupos buscarem a urbe como mote de suas criações também.
Enquanto isso, a VI edição está sendo gestada. O tempo de fazer compota acabou.
Nossa disposição é a de realizar a VI edição com criações feitas para a rua, instalações e a mostra de video dança.
Para isso precisamos da certeza de apoios.
Que comecem os trabalhos para a realização da VI Edição do Festival Visões Urbanas na cidade de São Paulo em abril de 2011!
Abraços a todos
Mirtes

quarta-feira, 16 de junho de 2010

tempo de fazer compotas

o sol aparece e aquece um pouco o que sobrou do frio noturno, mas só até entardecer quando novamente o frio volta e ...tempo de fazer compotas. É isso que diz minha amiga Nicia : o frio é tempo para fazer compotas. E fazer compotas é também colher o que o verão nos deu, e moer, mexer e remexer, escaldar recipientes e guardar para que durem por muito tempo.
O Video do V Visões Urbanas já está na rede! www.youtube.com/watch?v=rfZpWtIX0bs
Laboratório CISCO mais uma vez trabalhou com sensibilidade para captar o espírito do festival.
Eu vou ver e rever...enquanto faço compotas e cuidadosamente preparo os próximos levantes ..na rua lógico!
mirtes

quinta-feira, 27 de maio de 2010

VIRADA, VIRAÇÃO, VIRADOR


O que é pior?
Colocar num só dia um monte de artistas se apresentando do jeito que der, ou seja -se virando, um por cima do outro e gastar nisso uma verba que daria para engrossar o caldo ralo dos editais já conquistados durante o ano todo
ou
não reconhecer que faltam pessoas preparadas para lidar com acontecimentos culturais e parar tudo, até termos teatros e locais em condições de receber a arte em todas as suas manifestações e formar pessoas que respeitem os artistas e saibam diferenciar uma manifestação de outra - um show de rock tem necessidades especificas que uma apresentação de dança-teatro não tem.

Que não tenhamos programadores de ocasião, eletricistas de ocasião, iluminadores de ocasião, contra regra de ocasião, motoristas e seguranças de ocasião, só pra ganhar uns trocados e depois nada. O resto do ano os teatros mofam, o cupim come, os refletores voltam para as mãos dos terceirizados, bem como os equipamentos de som. Ficam os urdimentos ( quando existem) rotos, as madeiras podres e as poltronas poidas. Fica tudo às moscas. Sem manutenção, sem verba, sem vontade, sem dignidade.

Mas... o ano que vem..a virada volta! e os lanchinhos com formiga reaparecem, os salões de cabeleireiros se enchem, pois nós organizadores temos que nos apresentar bem. E as recomendações se repetem: nada de atrasos viu? Artista é tudo folgado- não dê moleza. Meia hora entra uma apresentação e outra dá muito bem pra eles arrumarem tudo. A gente abre a porta e eles que se danem. A virada é assim. Eles tem que colaborar. Quer o quê?

A total falta de entendimento do que é arte ou a total falta de politicas publicas de longo prazo andam juntas. Em Paris (desculpem o exemplo, mas dizem que a virada se inspirou nas Noites Brancas) esse dia é um dia de congrassamento da arte e de seus organizadores, pois as politicas publicas são de longo prazo e quando muda o prefeito não mudam aqueles que trabalham com a cultura.

No interior de São Paulo ou na capital as cenas se repetiram. O publico não sabe dos bastidores, mas não dá pra continuar assim.

A Virada Cultural tem que respeitar os artistas que se apresentam na rua ou nos palcos. É preciso oferecer condições mínimas para que as apresentações aconteçam de forma segura.

Em Bauru havia tantos enganos que iam da mais pura desorganização até a mais efetiva falta de segurança: fios aos montes expostos nos palco e cobertos com tapete(!) , refletores em quantidade esquentando o palco de forma absurda e ligados em potência máxima deixando a platéia no claro. Isso para resumir o que foi a experiência da Cia Artesãos do Corpo com Cordeiro no palco de Bauru. Outros artistas se recusaram a continuar suas apresentações ou perderam a paciência com o despreparo daqueles que estavam lá pra desorganizar a viração.

E "eles" seguem incontinentes com a viração: nos convidaram para apresentar duas peças para espaços urbanos no Circuito Cultural Paulista. Até ai tudo bem. Mas sabe como? uma atrás da outra no mesmo dia e hora! Ao questionarmos a secretaria de estado da cultura ouvimos: tem que ser assim. E a arte? E os vídeos que mandamos mostrando como é cada peça? Como podemos apresentar uma peça atrás da outra? a gente poderia, na picaretagem. Isso os Artesãos não fazem. As apresentações foram canceladas...

E depois vêm os números das viradas. Êta que São Paulo tá virando gente!!! virando na rua, nos palcos. Tudo vira. Vamos virando sim..... um bando de picaretas se essa politica continuar.

Eles não sabem o que é o trabalho para a rua. Acham que é mais fácil, mais rápido e não precisa de nada. Nem de um antes, nem de transporte digno, nem de condições técnicas que vai de água até ter por perto um organizador responsável. Esses enganos está contaminando outros festivas. Os viradores estão fazendo carreira.

O Festival Visões Urbanas jamais deixou de receber os participantes de forma condigna, mesmo quando foi realizado sem praticamente verba nenhuma. Sabemos que peças vão ser apresentadas e o que os artistas precisam para realizá-las. Conhecemos as musicas de cada grupo e como eles se deslocam. Estamos presentes o tempo todo que dura o festival, bem como nossa equipe que é composta por artistas da companhia o que faz muita diferença. Ainda estamos aprendendo e queremos melhorar em muitas coisas, mas depois de vermos a virada nos orgulhamos de termos tão poucos recursos e recebermos os participantes tão bem.
Outra diferença é que nos dedicamos à isso o ano todo e não em dois dias apenas.

A cultura está precisando urgentemente de pessoas que, trabalhando nesses eventos, entendam que sua função é promover a arte e não cumprir tarefas como se fosse um burocrata. A cultura precisa de técnicos que não durmam no fundo dos teatros . De seguranças (já que estão lá) que entendam que um banco é diferente de um teatro. De especialistas em palco, luz e som para arte que é diferente de show. De profissionais que saibam lidar com os equipamentos dos teatros. Enfim. De pessoas especializadas para dar o suporte artístico necessário para cada trabalho.

Há muitas maneiras de matar a arte. Não dar condições física de apresentação aos artistas é uma delas.

Mirtes

domingo, 9 de maio de 2010

ecos e vestígios




Ainda estão presentes no Pateo do Collegio os movimentos ali reazliados no V Visões Urbanas. As emoçoes que deixaram a cidade surpresa.
Muitas impressões ainda estão sendo escritas e queremos que o blog do festival permaneça vivo com opiniões, escritos, recados, sugestões,etc..
Sem cortar o fio da V Edição já começamos a tecer a VI edição e esperamos que os artistas tocados pelo festival estejam nas ruas das cidades em que moram criando, inventando e dançando a vida e os que foram pegos de surpresa nos enviem material para a próxima edição.
E que a imprensa em 2011 esteja mais atenta para a importância do festival para a cidade. Os profissionais de midia escrita que vieram colheram um material maravilhoso. MAs antenados mesmo estão os profissionais da mídia eletrõnica.
Só faremos a convocatória após temos certeza (sic) de apoio financeiro e isso ocorre muito perto do mês em que o festival acontece- ou seja- abril de 2011.
Por isso, notícias de pesquisas e criações em videodança e teatro dança para a rua são bem vindas.
Vamos nos manter conectados?
Abraços
Mirtes

terça-feira, 27 de abril de 2010

Você gosta de ver trabalhos onde o risco e a aventura estão presentes no momento de sua apresentação?

Gostaria de saber como foram tocadas as companhias européias que se apresentaram na V Edição do Visões Urbanas. Quais terão sido as reflexões diante de suas apresentações na cidade de São Paulo e após assistirem os grupos da América do Sul Uruguai e Brasil?
Sim, porque falando dessa edição especificamente, me parece que a disposição para a experimentação estava presente em todos os trabalhos apresentados pelas companhia que desenvolvem suas pesquisas abaixo da linha do Equador, ou pelo menos foi incluída a improvisação, admitindo os riscos que obras assim construídas pressupõem. Até porque eu não vejo outra maneira de se trabalhar na rua, com a rua e para a rua, sem incluir tais ingredientes (mas isso já é lá uma idéia minha).
A discussão está aberta: será essa uma característica necessária às criações para meio urbano? Seremos nós mais afeitos à experimentação uma vez que a rua não pode ser subestimada e seus pés tocarão pisos diferentes, toparão com trânsito de pessoas distintos, ventos fortes ou fracos?
Vocês podem me responder se quiserem : Ana Gastelois, Jorge Schutze, Jorge Garcia, Silvana Abreu, Mariana Marchesano,Viviane Hernandes, Paulo Azevedo, Margareth Kardosh e Vitor Costa.
Percebi que estruturas muito rígidas de cenografia e direção da movimentação acabam por tirar o prazer da rua, ou seja, o desafio de instalar sua obra em um local diferente a cada vez. Isso não elimina a belezura que trabalhos como os vistos nessa edição que continham essas características provocaram em suas apresentações: vide Irene K!
Pseudópodos é uma peça absolutamente "marcada", mas construída de forma especial que pressupõe momentos que estão inteiramente a cargo dos interpretes, desde colocação no espaço até a escolha e duração de seu movimento (estou certa Paulo?) onde não vi nenhum dos intérpretes deixarem de privilegiar os 360 graus que a rua possibilita. Até porque quem escolhe o lugar onde vai ficar é a platéia (sempre espontânea) e não o artista. Aqueles que teimaram em determinar onde ficaria o publico viram que isso é impossível em se tratando de trabalhos para a rua!
Uma Europa acostumada a manifestações artistícas durante o ano todo é muito diferente de uma cidade como São Paulo, em que ainda se xingam os artistas e consideram a arte urbana uma coisa de quem não tem o que fazer!
Por mais que tentemos explicar aos grupos internacionais quais as condições de trabalho que vão encontrar, é só no contato direto com a cidade que vão perceber isso. E acreditem- como eles gostam!
Considero que a V Edição do Visões Urbanas foi didática em muitos sentidos e um aprendizado para a organização e para a Cia Artesãos do Corpo.

Mas conversando com produtores de companhias, como a Provisional de Madri por exemplo, fiquei intrigada com suas declarações sobre trabalhos para a rua, um lugar segundo ele, em que o publico dispersa e a apresentação não pode ser controlada. Questionei-o: e no teatro pode? Quantas peças, muitas dos Artesãos, em que cenas improvisadas vão pro beleléu solenemente( Espasmos Urbanos - cena: Bussines), sendo essse risco parte integrante da concepção da peça?

Nós da direção do Visões Urbanas não pretendemos realizar nenhuma critica sobre os trabalhos, nossa idéia é abrir para discussão do que significa criar para a rua. A pergunta é PARA QUÊ você faz o que faz? E como vimos - por quantas maneiras belíssimas podemos criar para a rua!
Mirtes

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Dia Internacional da dança ?!


Que bom seria se nos dedicassemos a dançar a vida, como sugere Roger Garaudy, assim sem hora marcada, sem regras, sem lugar definido. Assim. Deu vontade a gente dança.
Mas, já que fomos condicionados a pensar que para dançar precisamos aprender (aquilo que nascemos sabendo) então que venha o Dia Internacional da Dança, para lembrarmos que dança se faz a qualquer hora em qualquer lugar e que tem muitas pessoas se dedicando à dança nesse mundo, mais do que se possa imaginar.
Muitos se dedicam a ampliar as possibilidades dessa expressão. Tem gente - e acreditem, muita gente - que dedica horas e horas durante muitos anos de suas vidas a criar e recriar movimentos possibilitando que seu corpos dancem lindamente. Criaram-se escolas de dança, linhas de pensamento e ação, até universidades de dança. Mas dançar, seja lá através de que técnica for, quando libera sua alma é uma coisa só, é uma mesma dança e qualquer pessoa pode ser tocado por ela.
Antes de tudo o homem já dançava. Antes até de falar. Isso todos já sabem.
Mas precisamos reaprender que dançar pode ser feito da várias maneiras e o Festival Visões Urbanas defende a idéia de que podemos dançar nas ruas, num grande congraçamento da dança como arte.
Laban, disse que a maior contribuição de Jean Georges Noverre ( Nascido em 29 de abril de1727) para a dança foi ter colocado seus estudantes na rua , nos mercados e oficinas, para observar os movimentos das pessoas comuns e a partir dai ir em busca de uma movimentação menos afetada (como a da corte francesa) e em consonância com seus contemporâneos. Pronto! Noverre já deixa as bases para Laban desenvolver sua pesquisa de movimentos onde eles acontecem em sua maior intensidade - na vida das ruas!
Nossa proposta para uma grande comemoração para o dia da dança, 29 de Abril, é que tenhamos coragem de dançar a vida, em qualquer lugar e hora.
Propomos que as escolas tirem seus alunos da carteira e sugiram à eles que juntos realizem uma grande dança. Pode ser no páteo, na rua, conquanto que seja livre!

Mirtes

sábado, 24 de abril de 2010

Visões Urbanas 2011!


Foi assim que encerramos a V Edição do Festival Visões Urbanas - pensando na VI Edição!
O encontro entre os artistas participantes dessa edição, a troca de experiências entre aqueles que vieram com essa disposição, a escolha acertada das companhias com o objetivo de fornecer um panorama, ainda que parcial, do que está sendo feito como dança- teatro em paisagens urbanas, vai deixar saudades e nos estimula a repetir a dose.
Queremos para a VI Edição organizar uma agenda que possibilite ainda mais a permanência dos participantes durante todos os dias do festival a fim de que esse encontro entre os artistas e a cidade seja realmente possível.
A quase totalidade dos participantes que se apresentaram no Visões Urbanas puderam ver todos os espetáculos. Mesmo artistas de São Paulo que não estavam participando dessa edição vieram assistir às apresentações.
Cada companhia nos ensina algo de importante e trazem quer queiram, quer não, o espírito de sua terra.
A Projecto La Casa do Uruguai, deu mostras do espírito aguerrido que marca o grupo. U, nome do espetáculo, coloca na rua uma pesquisa de som no mínimo instigante. As duas companhias que trouxeram obras que contavam com interpretes com necessidades especiais ; a CIM de Lisboa e a D.I de Macaé, interagiram com a rua inteiramente e fizeram nossa respiração parar por instantes.
Passando por pesquisas generosas realizadas na e para a rua como Despacho da Cia Ltda de Jorge Schutze a trabalhos mais formais como o da Provisional e a Cia Irene K, pudemos continuar a reflexão sobre o que significa a rua e principalmente PARA QUÊ criar para rua.
A partir dessas apresentações, compreendi que mais do que criar especialmente para a rua, o importante é captar o momento mesmo em que está se apresentando. Isso requer abrir mão de fórmulas pré estabelecidas e observar o que está acontecendo naquele dia, naquela hora e assim escolher a melhor estratégia de apresentação, dividindo com o entorno, pessoas, fluxos e até os caminhos do vento, aquilo que foi preparado. Quem assim procedeu conquistou os passantes, os que vieram ver e até a guarda civil que ganhou de Jorge Schutze uma dança só pra eles.
Todas as companhias precisaram realizar esforços para virem para São Paulo, do desejo até a apresentação. Instalar suas criações num novo espaço, adaptar.se a impossibilidades diante daquilo que foi pensado e do que a rua oferecia efetivamente, pedia um grau máximo de boa vontade e compreensão da cidade que os acolhia. A todos agradecemos o empenho.
O Festival Visões Urbanas tem que continuar, pois nossa cidade precisa acolher a arte e respeitá-la, considerando a dança teatro em paisagens urbanas tão digna como a realizada em qualquer outro espaço.
O Pateo do Collégio confirma sua vocação para receber obras realizadas para espaços urbanos, mas ainda falta de outros órgãos públicos uma compreensão do que seja um evento e do que seja um festival artístico. São coisas distintas. Com um pouco mais de colaboração poderemos transformar o Visões Urbanas num festival que não fica nada a dever para os grandes festivais já consagrados.
Aprendemos muito com todos e com todas as dificuldades.
Pensar na VI Edição do Visões Urbanas é garantir espaços de reflexão dentro da grade de programação paralela ( Mulheres de Laban, Dança Inclusiva e Politicas públicas para dança teatro na rua), exposição de fotos de cidades que dançam nas ruas das grandes metrópoles, mostra de vídeo dança, reforçar a participação de companhias da América Latina, trabalhos de residência e co-produção e principalmente o encontro entre todos para que as despedidas e os até breve sejam como foram dessa vez: abraços que diminuirão distâncias para sempre.
Muito obrigado à todos por virem.
Mirtes